Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Fernando Pessoa (V)

 

NEVOEIRO

 

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,

Define com perfil e ser

Este fulgor baço da Terra

Que é Portugal a entristecer –

Brilho sem luz e sem arder,

Como o que o fogo-fátuo encerra.

 

Ninguém sabe que coisa quer.

Ninguém conhece que alma tem,

Nem o que é mal nem o que é bem.

(Que ânsia distante perto chora?)

Tudo é incerto e derradeiro.

Tudo é disperso, nada é inteiro.

Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

 

É a hora!

 

Valete, Fratres.

 

(10 de Dezembro de 1928)

 

© Capas & Companhia


publicado por blogdaruanove às 20:19
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Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Fernando Pessoa (IV)

 

 

 

© Capas & Companhia


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Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

Fernando Pessoa (III)

 

© Capas & Companhia


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Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Fernando Pessoa (II)

 

Publicado originalmente em Julho de 1934, num número da revista O Mundo Português comemorativo da Exposição Colonial do Porto (onde, entre outros, surge um texto do futuro líder da Mocidade Portuguesa, futuro ministro e futuro Presidente do Conselho de Ministros, Marcello Caetano [1906-1980], intitulado Carta a um Jovem Português sobre o Serviço do Império), este poema integra aqui uma trilogia intitulada Tríptico.

Na versão impressa de Mensagem, publicada pouco depois, este poema integra a trilogia O Timbre e surge com o antetítulo A Cabeça do Grifo.

A única variante deste poema relativamente à versão posterior (não registada em qualquer uma das edições críticas consultadas) surge no terceiro verso, onde a forma verbal aqui presente, "Fita", foi substituída por "Tem".

Esta forma verbal, aliás, é recorrente em Mensagem, pois Pessoa utiliza-a duas vezes no primeiro poema, O dos Castelos – "(...) Fita, com olhar esfíngico e fatal, / (...) / O rosto com que fita é Portugal." e novamente no poema D. João o Segundo – "Braços cruzados, fita além do mar. / (...)".

 

© Capas & Companhia


publicado por blogdaruanove às 23:28
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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Fernando Pessoa (I)

 

Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa, a 13 de Junho de 1888.

Praticamente ignorado ao longo da sua vida, começou a ser reconhecido durante as últimas décadas como um dos poetas fundamentais do século XX. As edições críticas, anotadas e comparadas, da sua obra, ortónima e heterónima, têm-se sucedido e desmultiplicado quase heteronimicamente, de uma forma entontecedora ("Fiquei louco, fiquei tonto", escreveu Pessoa em 1920...).

Apesar de todo o cuidado colocado na transcrição dos originais manuscritos e no registo de todas as variantes impressas e manuscritas, continuam a verificar-se ínfimas imprecisões na fixação de todas essas variantes.

Na semana em que se celebram os 120 anos do nascimento do poeta, reproduzem-se dois poemas impressos de Pessoa, ortónimo, cujas variantes ainda não foram totalmente referenciadas e um poema que o autor preteriu na versão impressa de Mensagem (1934).

 

 

© Capas & Companhia


publicado por blogdaruanove às 23:14
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